fbpx
Instituto Kailua - O ensino que vai até você!
WhatsApp: +55 (21) 98304-0143 | +55 (21) 98304-0135

Você sabe usar as preposições IN, ON e AT?

Artigo escrito pela professora Annie Alves

Uma das maiores dificuldades que encontramos em inglês é a aplicação das preposições. O conceito na língua inglesa é um tanto confuso para os brasileiros por conta da tradução.

O trio que mais causa receio quanto ao uso é o “in/on/at”. O problema se dá quando pensamos em português, pois a equivalência acaba sendo a mesma: “em, na ou no”, ou seja, continuamos com dúvida, mesmo passando para a nossa língua, porque não existe distinção.

Primeiramente, vale mencionarmos que existem duas categorias em que elas se encaixam: preposições de lugar (prepositions of place) e preposições de tempo (prepositions of time).

Para acabar com a confusão, vejamos a aplicação de cada uma separadamente:

In – usamos a preposição “in” tanto para lugar quanto para tempo com uma ideia mais geral e mais ampla. Na categoria “lugar”, é utilizada para continentes, países, estados, cidades e bairros. Na categoria tempo, o uso se dá para séculos, décadas, anos e meses.

– I live in South America. (Eu moro na América do Sul.)

– I live in Brazil. (Eu moro no Brasil.)

– I live in Rio de Janeiro. (Eu moro no Rio de Janeiro.)

– I live in the capital. (Eu moro na capital.)

– I live in Copacabana. (Eu moro em Copacabana.)

Tendo em vista que “in” é utilizado para ideias mais gerais e amplas, quando analisamos os exemplos acima, podemos pensar que, mesmo que Copacabana seja mais específico que América do Sul, ainda assim é difícil de colocarmos um ponto no mapa. Se alguém nos diz que mora na América do Sul, no Brasil, no estado do RJ, na capital e em Copacabana, mesmo assim não conseguimos chegar à casa dessa pessoa.

O mesmo se dá com tempo. Imaginemos que somos astrólogos e trabalhamos com mapas astrais. Vejamos os detalhes da nossa cliente:

– She was born in the 20th century. (Ela nasceu no século vinte.)

– She was born in the 80’s. (Ela nasceu na década de 80.)

– She was born in 1983. (Ela nasceu em 1983.)

– She was born in the spring. (Ela nasceu na primavera.)

– She was born in November. (Ela nasceu em novembro.)

Por mais que novembro seja mais específico do que o século ou a década do nascimento de alguém, ainda não conseguimos desejar feliz aniversário para a pessoa e muito menos fazer seu mapa astral, pois esse necessita da hora exata do nascimento dela.

 

On – utilizamos “on” para uma ideia menos geral ou ampla. É um “meio termo”. Na categoria “lugar”, utilizamos para ruas, avenidas, estradas e transportes públicos. Na categoria “tempo”, usamos para datas, dias do mês, dias da semana e feriados com “Dia” no nome como “Dia do Professor”.

– He works on Rio Branco Avenue. (Ele trabalha na Av. Rio Branco.)

– He lives on Barão da Torre Street. (Ele mora na Rua Barão da Torre.)

– He is on the bus. (Ele está no ônibus.)

O “on” é considerado um meio termo, porque por mais que saibamos, por exemplo, a rua onde alguém mora, ainda não conseguimos encontrar a residência dessa pessoa.

– Her birthday is on November 8th. (O aniversário dela é no dia 8 de novembro.)

– I have a test on July 27th. (Tenho uma prova em 27 de julho.)

– She was born on a Tuesday. (Ela nasceu em uma terça-feira.)

– I will travel on Mother’s Day. (Viajarei no Dia das Mães.)

Agora já sabemos a data de aniversário da nossa cliente, podemos desejar parabéns a ela quando o dia chegar, mas ainda não podemos fazer seu mapa astral, porque o dia possui 24 horas e não sabemos em qual ela nasceu.

 

At – utilizamos “at” para ideias mais específicas e restritas. Na categoria “lugar”, usamos para endereços completos e locais específicos (nomes). Na categoria “tempo”, aplicamos a horas e feriados em “Dia” no nome, como a Páscoa.

– He lives at 1234, Yellow Street. (Ele mora na Rua Amarela, 1234.)

– He works at Kailua Institute. (Ele trabalha no Instituto Kailua.)

Agora sim podemos bater na porta da casa da pessoa ou encontrá-lo em seu trabalho, pois com o endereço completo ou o nome da empresa se torna possível colocarmos um ponto específico em um mapa.

– She was born at 7:43pm. (Ela nasceu às 19:43.)

– I’ll be with my friend at New Year’s. (Estarei com os meus amigos no Ano Novo.)

Agora não pode mais errar!

Pronto! Agora sabemos o horário específico do nascimento da nossa cliente e podemos realizar seu mapa astral com todos os detalhes.

Para facilitar mais ainda, pensemos em “in/on/at” como um funil. À medida em que as informações se tornam cada vez menos gerais ou mais específicas, ocorre a transição nas preposições.

Agora ficou mais fácil, não é mesmo? Quando entendemos as diferenças nas aplicações das preposições “in/on/at”, paramos de traduzir para o português e deixamos de confundir com “em, na ou no”. Para isso, precisamos sempre pensar em inglês, tendo isso como exemplo de que a tradução muitas vezes pode nos prejudicar.

 

Artigo escrito pela professora Annie Alves

Comentários

Comentários

Posts Relacionados