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Aula de alemão: Akkusativ
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Aula de alemão: Akkusativ

Na minha opinião, não há muitas formas de se explicar esse assunto, o ideal é ir direto ao ponto, o acusativo, em alemão, Akkusativ é relativamente simples, mas costuma confundir os alunos. O desconhecimento de certas noções de sintaxe pode dificultar o estudo desse tema, mas é possível compreender o tema sem a necessidade de ser um filólogo, embora seja impossível não lançar mão de determinados termos técnicos no momento em que esse tema é abordado. Vamos por tópicos, talvez ajude a organizar o nosso raciocínio.

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  • Acusativo e objeto direto

Bom, o acusativo é o caso gramatical que corresponde ao nosso “objeto direto”, ou seja, um complemento que acompanha um verbo transitivo direto (verbo que não possui sentido completo sem um complemento) e, geralmente, não vem acompanhado por preposição (as ocorrências de objeto direto com preposição em português são raras). 

Ex.: O pai vê o filho.

Nessa frase, “filho” funciona como objeto direto, pois se a frase fosse só “O pai vê.”, haveria algo, no mínimo, estranho, haveria um vácuo, a frase não possuiria sentido completo, afinal de contas, o que ele vê? O verbo “ver” exige um complemento, esse “complemento”, nesse caso, é o que é visto! Na frase, o elemento visto pelo pai é o filho, portanto ele (o filho) é o objeto direto. O pai, nessa frase, faz o papel de sujeito, em alemão, o sujeito é o nominativo, ou Nominativ.

  • O acusativo “de verdade”

Bom, o tópico acima serviu basicamente para explicar o que, em português, seria equivalente ao acusativo, agora vamos ao acusativo e seu funcionamento em alemão. Logo de cara, tenhamos em mente que há uma gama de preposições em alemão que vão pedir acusativo, ou seja, esse já é um ponto que difere um pouco do português, já que o objeto direto em português muito raramente vem acompanhado de preposição. Outro ponto a se observar é que nem todo verbo que pede acusativo em alemão, vai pedir objeto direto em português e vice versa, cada língua possui suas particularidades. Não quero desanimar ninguém, apenas estou alertando os aprendizes para que não busquem SEMPRE equivalentes entre as duas línguas, pois, nem sempre, haverá. 

Mas como eu vou saber que uma palavra em alemão está no acusativo? Se a palavra for um substantivo masculino, é mais fácil, por quê?

Ex.: Der Mann isst den Kuchen. (O homem come o bolo.)

E se eu trocar de posição?

Ex.: Den Kuchen isst der Mann. (O homem come o bolo.) 

Sim, isso mesmo, a ordem pode trocar, mas o sentido continua o mesmo, por quê?

Porque, em alemão, o acusativo insere uma desinência (um “finalzinho”) nos artigos, pronomes e adjetivos que acompanham substantivos masculinos, portanto “der Kuchen” transforma-se em “den Kuchen”, com –n. É assim para todo e qualquer substantivo? Se for masculino, sim, mas se o substantivo for feminino ou neutro, o seu artigo, pronome ou adjetivo permanecerá inalterado pelo acusativo. Segue abaixo uma tabela para melhor demonstrar isso:

Uma forma simples de se observar o acusativo é pensar no sentido da frase.

Ex: Der Polizist sieht den Mann. (O policial vê o homem.)

Quem vê o homem?

O policial! Logo ele é o sujeito ou nominativo, em alemão, Nominativ.

O que o policial vê?

O homem! Logo ele é o objeto direto ou acusativo, em alemão, Akkusativ.

Esse é um jeito relativamente simples de lidar com o acusativo, esse método costuma ser o mais compreensível para aqueles que estão tendo o primeiro contato com esse tema. 

Com substantivos masculinos, é possível descobrir o acusativo por causa dessa desinência, o tal “finalzinho” que muda, já com substantivos de outros gêneros, é necessário olhar para o contexto.

O legal dos casos gramaticais é que costumam colocar o aluno pra pensar gramaticalmente, buscar raciocinar de maneira lógica, apesar das dificuldades iniciais, é um tema deveras interessante.

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Sobre o autor:

Gabriel Nascimento

Gabriel Nascimento

Gabriel Nascimento é formado em Letras: Português – Alemão pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi bolsista do programa Hochschulwinterkurs fornecido pelo DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) no ano de 2018 e atualmente cursa mestrado em Estudos Interdisciplinares da Antiguidade Clássica pelo PPGLC -UFRJ. Atua como professor de Língua Alemã desde meados de 2017, além de atuar academicamente com pesquisas ligadas à Idade Média desde 2016.

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