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#AVIDALAFORA: Argentina – Vale a pena imigrar?
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#AVIDALAFORA: Argentina – Vale a pena imigrar?

ARGENTINA

Estamos de volta com a hashtag #AVIDALAFORA que é super interessante e que pode te ajudar a sanar todas as suas principais dúvidas quando a questão é imigração. Hoje vamos falar um pouco sobre os prós e contras de arrumar as malas e mudar para a Argentina. Já pensou em morar com nossos hermanos? Tá na dúvida se é o melhor pra você? Então, vem com a gente para saber mais!
Sabemos que mudanças levam tempo e, se ela for para outro país, a situação parece ser ainda mais difícil. Por isso, vamos tentar facilitar um pouco mais para que você possa tomar a sua decisão no final. Então, prepara o bloquinho de anotações e vamos ao que interessa.
CARACTERÍSTICAS GERAIS

A Argentina, em questão territorial, é o segundo maior país da América do Sul, perdendo apenas para o Brasil. Tem como capital a cidade de Buenos Aires e possui como língua oficial o espanhol. O país também é classificado como uma das maiores potências da América do Sul e apresenta uma alta classificação no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Sua moeda oficial é o peso argentino.
Há uma considerável diversidade linguística em algumas partes do país, contando com comunidades indígenas que possuem o guarani, o quéchua e o aymara como línguas oficiais.
COMO MORAR NA ARGENTINA?
Uma informação importante é que brasileiros podem entrar na Argentina como turistas portando apenas o passaporte ou o RG e poderão permanecer no país por até 90 dias.
E, graças a acordos do MERCOSUL e entre Brasil e Argentina, o processo para a legalização de um brasileiro é mais fácil do que em outros lugares. Mas, é imprescindível que se consiga um visto de residência permanente. Você pode começar com este processo ainda no Brasil, reunindo toda a documentação necessária ou levar os documentos brasileiros e fazer tudo de lá mesmo!
Baseado no acordo do MERCOSUL, brasileiros podem solicitar residência temporária por dois anos, passível de extensão e conversão em residência permanente. Esta residência temporária pode ser pedida mesmo que o status migratório do indivíduo seja irregular, o que possibilita ao brasileiro uma regularização de sua situação sem deixar o território argentino. Para todos os que desejam se aventurar na terra de nossos hermanos, vale a pena procurar o Consulado Argentino mais próximo e dar uma olhada no site Migraciones para informações como documentação e quaisquer dúvidas.
Claro que a parte burocrática é uma das mais importantes, mas não se toma decisões sem considerar pontos positivos e negativos sobre a mudança. Então, vamos a eles.
PONTOS POSITIVOS

Idioma
Ainda que existam línguas indígenas no território argentino, o espanhol ainda é o idioma oficial e, mesmo que exista muitas particularidades, ainda é próximo ao português. Se você se dedicar, conseguirá aprender a língua com tranquilidade e, bem se passar uma palavra ou outra em português, os argentinos ainda poderão te compreender.
Distância do Brasil
O fato de não estar tão distante do Brasil é importante, considerando que deixamos amigos e familiares para trás. Estar a mais ou menos 3 horas de avião de distância deles é um bônus!
Cultura

Se quando as pessoas vão para a Argentina como turistas voltam falando maravilhas sobre as casas de tango e os diversos points culturais, imagina poder aproveitar cada um deles com mais calma? Além dos pontos turísticos, o povo argentino costuma ser bastante tradicional quanto a celebração de seus dias festivos. Isso pode te enriquecer muito culturalmente.
 
PONTOS NEGATIVOS
Custo de Vida
Levando em consideração o câmbio do Peso Argentino para o Real (a conversão de 29/12/2018 estava 1 peso igual a R$0,10) que favorece os brasileiros, podemos imaginar que viver na Argentina será muito tranquilo. No entanto, é imprescindível saber se você residirá na capital ou no interior e colocar na ponta do lápis. Essa é uma diferença importante e que se prova diretamente no seu bolso. Por exemplo, de acordo com o site Numbeo, os valores de aluguel no Brasil são 18,58% mais caros do que na Argentina. Mas o país passa por certos conflitos políticos e econômicos internos, com a moeda desvalorizada e a inflação mais alta, os preços tendem a subir e se equiparar aos que vemos por aqui, ainda que com diferenças, como vemos na comparação entre os países.
Comida
Nós, como brasileiros, sabemos que nossa comida e temperos são incomparáveis. Por isso, esta pode ser uma questão negativa quanto a mudança. Claro que é possível encontrar comida brasileira por lá, mas dizem não chegar nem perto do mesmo gosto.
Segurança

Assaltos à mão armada ou arrastões como os que infelizmente conhecemos no Brasil não são comuns na Argentina. Mas é necessário tomar bastante cuidado com o pickpocket, conhecidos como batedores de carteiras. São muito mais sorrateiros e difíceis de notar, por isso é importante cuidar bem das suas coisas quando estiver andando pelas ruas argentinas.
Argentina “na real”!
Conversamos com a Mariana que morou, quando tinha 21 anos, por 3 meses em Buenos Aires em 2012 e que classificou esse período como muito positivo, principalmente porque seu objetivo era apenas morar fora do país por um tempo, conhecendo um novo ambiente. Ela contou pra gente que fez um curso de espanhol por 2 semanas e que prestou trabalho voluntário para uma ONG, Amartya (que desenvolve trabalhos diferentes com grupos carentes da cidade) no restante do seu tempo por lá. Já falamos aqui sobre turismo voluntário, mas vem dar uma olhadinha de novo aqui.
A Mariana também comentou sobre o custo de vida, falando que os argentinos preferiam cobrar pelos serviços em espécie, com medo da inflação e que o dólar era muito bem visto, por ser uma moeda mais estável. Ela também apontou sobre o transporte público e como a locomoção era fácil e barata, já que grande parte da cidade era coberta por metrô, trem ou ônibus. Mas, lembra que aconteceram algumas greves durante o período em que esteve por lá e que lhe deram a impressão de ser algo um pouco recorrente. Com relação aos estudos, a maioria dos brasileiros dava preferência à Universidade de Buenos Aires, por ser pública e isenta de vestibular, além de bem reconhecida. A cidade, também, se mostrou bem divertida para a Mariana, com praças, lugares turísticos e uma vida noturna bem badalada.
Para uma opinião um pouco mais recente, falamos também com a Camila, que está morando há dois anos em Buenos Aires, no distrito de Nordelta, no Tigre, uma região onde estão muitos expatriados, bonita e bem segura por conta do controle. Ela e a família se mudaram por conta do trabalho do marido e tiveram a experiência de viver também na Alemanha. A Camila contou pra gente que aprendeu a língua muito rápido e que achou as pessoas bem receptivas, além de ter feito comparações com o Brasil que podem ajudar bastante na sua decisão de imigrar para a Argentina.
Ela nos contou que os filhos estudam em um colégio de alto nível, por um preço mais baixo do que um colégio inferior em São Paulo e que acha que uma educação de qualidade é mais acessível em Buenos Aires do que no Brasil. Camila também comentou que a crise afetou bastante desde que chegaram, a moeda ficou bastante desvalorizada e isso interferiu no consumo dos argentinos, assim como na postura dos prestadores de serviços, que estão se esforçando ainda mais para conseguir vender. Mas, ainda que exista este esforço, ela contou pra gente que a maioria das pessoas não trabalham felizes por conta destas dificuldades da população para comprar algo.
A Camila também falou sobre a comida deles, elogiando bastante a qualidade e comentando que o valor de um bom restaurante é basicamente o mesmo entre Buenos Aires e São Paulo. Os itens mais caros costumam ser roupas, sapatos e brinquedos, além de parecer não ter muitas opções. Ela apontou para a falta de muitas marcas que não chegaram no país ou que saíram do mercado pela crise, assim como faltam nos supermercados itens por várias semanas.
Camila finalizou dizendo que pra ela é super fácil conseguir itens do Brasil, porque tem sempre alguém trazendo. Ela está em um grupo de WhatsApp de 170 mulheres brasileiras que moram em Nordelta e região e que elas são e estão em uma comunidade que se ajuda muito, que se une para fazer festas e ações solidárias. Ela diz sem dúvida se vê voltando para morar no Brasil com sua família no futuro, mas que o projeto atual é possibilitar que seus filhos tenham o maior contato possível com outras culturas e que estudem fora do Brasil o máximo de tempo possível.
VALE A PENA IMIGRAR?

Depois destes dois relatos, o que você acha? Sabemos que é uma decisão muito particular, mas é interessante que se coloque todos os prós e contras para esta mudança. De todo modo, se você decidir imigrar para a Argentina, dê uma pesquisada nas melhores cidades para se ficar e nos tipos de imóveis disponíveis. Nós do Instituto Kailua podemos te ajudar dando o primeiro passo que é aprender espanhol. Temos professores excelentes que vão te ajudar muito na hora de cumprir seu sonho. Entre em contato com a gente e comece o quanto antes!
 

Mayra Bragança

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Sobre o autor:

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