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Os 10 erros mais comuns da língua portuguesa
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Os 10 erros mais comuns da língua portuguesa

As 10 principais dúvidas

Artigo escrito pela professora Natália Ricardo
A língua portuguesa, embora seja muito rica, sempre nos deixa com algumas dúvidas. Somos indivíduos falantes com diversas habilidades e, além disso, sabemos nos adequar em situações que nos exigem o uso correto de determinadas palavras e expressões. Qualquer ser humano vez ou outra comete algum erro e é justamente por isso que o Instituto Kailua está trazendo essas dicas para você. Nosso objetivo é fazer com que você não passe por constrangimentos e que obtenha o máximo de acertos em uma entrevista de emprego e/ou avaliações.
Nesse artigo falaremos sobre as dez principais dúvidas entre os falantes. É bem provável que você se identifique com algumas questões. No entanto, isso não é para te desanimar e sim para dirimir ao máximo as suas dúvidas. Vamos lá?

  • 1ª dúvida: Menos ou menos?

A grafia correta é menos. A palavra “menas” não existe.
A palavra menos deverá ser utilizada para indicar alguém ou alguma coisa em pequena quantidade ou em menor número. Além disso, essa palavra é invariável, portanto, não há flexão de gênero (masculino ou feminino) ou número (singular e plural). Vejamos alguns exemplos:
a) Já temos muitos doces aqui. Por favor, traga o menos possível.
b) Faço diversos tipos de fantasia, menos de unicórnio.
c) Quanto é quinze menos dez?
A palavra menos é amplamente utilizada na língua portuguesa, haja vista que pode ser um advérbio, pronome indefinido, substantivo indefinido ou preposição. Adicionalmente, há algumas expressões em que a palavra, apesar de ser usada corretamente, tem um significado abrangente, bem como:
– mais ou menos;
– pelo menos;
– a menos que;
– sem mais nem menos; e
– quando menos.

  • 2ª dúvida: Catorze ou quatorze?

Ambas palavras estão corretas.

  • 3ª dúvida: São uma hora da tarde ou é uma hora da tarde?

Em casos como o demonstrado acima, o verbo “ser” deve concordar com o horário. Nesse sentido, o correto seria: “É uma hora da tarde.” “São três horas da tarde.”
Cabe mencionar que também devemos dizer que “É meio-dia.” “São doze horas.”

  • 4ª dúvida: Zero graus ou zero grau?

Como o zero está no singular, a concordância deverá ser feita. Diante disso, o correto é “zero grau”.

  • 5ª dúvida: Seje ou seja?

As formas “seje” e “esteje” não existem. A conjugação certa é “seja” e “esteja”.

  • 6ª dúvida: Degraus ou degrais?

Há apenas uma forma correta: degraus! A terminação -ais deverá ser empregada apenas em palavras terminadas em -al, como abdominal (abdominais), adverbial (adverbiais), ancestral (ancestrais) e assim por diante.

  • 7ª dúvida: Anexo ou em anexo

Quando dizemos que algo está “em anexo” significa que algo está anexado. Nessa perspectiva, a palavra deverá concordar com o substantivo especificado.
Ex.: Anexos seguem os arquivos recebidos.
Anexa segue a declaração.
Os documentos solicitados estão anexos no e-mail.
No que se refere à forma “em anexo”, é invariável. Sendo assim, não vai para o feminino nem para o plural.
Ex.: Em anexo, seguem os arquivos recebidos.
Segue, em anexo, a declaração.
Seguem, em anexo, os documentos solicitados.
Observe que o verbo deverá concordar com o substantivo.

  • 8ª dúvida: Houveram muitas brigas ou houve muitas brigas

O verbo haver no sentido de existir ou acontecer, é impessoal, ou seja, só pode ser usado no singular.
Portanto, na frase acima, o correto é: Houve muitos problemas.

  • 9ª dúvida: Assistir televisão ou à televisão

Com o significado de “ver, observar, atentar”, o verbo assistir é transitivo indireto com complemento preposicionado. Logo, a forma correta é “assistir à televisão”.

  • 10ª dúvida: Para mim ou para eu

A grande questão consiste em analisar a posição do vocábulo “mim”. Se vier anteposto ao verbo no infinitivo, não exercerá a função de sujeito. Ao passo que, o vocábulo “eu” quando estiver anteposto ao verbo no infinitivo exerce essa função.
Uma dica que damos é: para saber se “para mim fazer” está correto ou não, basta retirá-lo da frase.
Observe o exemplo a seguir:
É muito difícil para mim fazer atividades físicas diariamente.
É muito difícil fazer atividades físicas diariamente.
Viu?
Agora analise a frase abaixo:
Vendi meu carro para pagar o tratamento.
Vendi meu carro pagar o tratamento.
Notou a diferença?
A segunda frase não faz sentido, logo, nesse último caso, o “eu” deverá ficar posicionado antes do verbo, visto que ele exerce a função de sujeito.
Tem alguma outra dúvida? Deixe nos comentários ou mande um e-mail que teremos um grande prazer em ajudá-los!

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