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Os melhores jogos de luta da 8ª geração de consoles
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Os melhores jogos de luta da 8ª geração de consoles

Os jogos de luta sempre estiveram presentes na história dos videogames. Podemos dizer que a própria história dos videogames é paralela à dos fighting games. Esse mercado teve seu auge nos anos 90, com o boom dos arcades, principalmente no Japão. Aqui no Brasil também não era nada difícil encontrar uma máquina de fliperama em praticamente cada bar de esquina, e ainda hoje podemos nos deparar com algumas se procurarmos com atenção.

Franquias como Street Fighter e The King of Fighters (KoF para os íntimos) dominaram o cenário desse gênero de jogo, e aqui no Brasil a franquia da SNK parece ser ainda hoje unanimidade quando o assunto é “jogo de luta favorito nos fliperamas da época”. Eternizada na memória de muitos, a famosa cena do menino que vai na padaria a pedido da mãe, e que acaba gastando o dinheiro do troco com uma ficha para jogar era algo relativamente comum entre os anos 90 e início dos anos 2000.

Infelizmente, com o passar do tempo os fighting games perderam um pouco de espaço na comunidade de jogadores, principalmente após o aumento do consumo de conteúdo variado voltado para os consoles de mesa. No Brasil, após o fim da era de ouro dos fliperamas, jogos como Street Fighter 2 e Mortal Kombat passaram a ser os queridinhos para os donos de Super Nintendo e Mega Drive na categoria “jogos de luta”. Com a transição de gerações nos consoles, novas franquias também migraram dos arcades para os videogames de mesa, como é o caso de Tekken (quem nunca apelou com Eddy Gordo no Tekken 3 para Playstation 1 que atire a primeira pedra), um dos primeiros fighting games 3D a fazer sucesso.

Algumas gerações de consoles depois, observamos hoje o que pode ser considerada uma boa recuperação dos jogos de luta no meio da comunidade mundial de jogadores. Eventos anuais como a EVO e mesmo a Capcom Cup apresentam cada vez mais público, interessado nos embates de figuras famosas como Daigo Umehara, SonicFox e Tokido, jogadores profissionais que carregam consigo o apoio de milhares de gamers ao redor do mundo.

Contribuindo para isso, famosas franquias de jogos de luta dividem atualmente a atenção dos amantes desse gênero clássico dos videogames. Estamos agora no final de mais uma geração de consoles, e felizmente dispomos de um catálogo amplo que nos apresenta uma variedade interessante de jogos. Falar sobre cada um deles seria inviável devido às dimensões que este artigo ganharia, porém, proponho aqui uma lista com o que para mim são os 5 melhores jogos de luta da 8ª geração de consoles.

5º lugar – Street Fighter V

Lançado no início de 2016, esse é o quinto capítulo da série Street Fighter, publicado pela Capcom para PS4 e PC. O jogo chegou com a imensa responsabilidade de ser o sucessor direto do tão adorado Street Fighter IV, inovador em mecânicas e também na parte gráfica. O hype colocado sobre Street Fighter V logo desmoronou para a maior parte dos jogadores. Fatores como o baixo número de personagens jogáveis e um modo história com enredo fraco (o que já não é o forte dos jogos de luta) apontaram erros cometidos pela sua produtora ao não dar ao público um jogo completo em seu lançamento. Porém, a marca Street Fighter é sem dúvida uma das mais fortes no mundo dos videogames, e com algumas atualizações, sendo a última a Champions Edition no início de 2020, o jogo é hoje muito mais completo do que era em 2016. Fora isso, a força dessa franquia faz com que hoje ela seja uma das principais atrações no mundo dos eSports, e é até possível apostar em seus jogadores favoritos em casas de apostas.

4º lugar – Tekken 7

Publicado pela Bandai Namco para PS4, Xbox One e PC em 2016, Tekken 7 dá continuidade à história da família Mishima, que perpassa toda a saga. É sem dúvida o título mais completo da franquia Tekken, e dá aos fãs tudo o que eles certamente esperavam: uma excelente mecânica, um modo história aceitável, do qual faz parte o personagem Akuma de Street Fighter, e uma alta qualidade gráfica proporcionada pela Unreal Engine 4. O jogo base possui uma gama diversificada de personagens jogáveis, com alguns a serem comprados através de microtransações (é, foi-se o tempo em que era necessário zerar um jogo de luta para ter novos personagens). Embora a mecânica de Tekken 7 seja, em teoria, simples (são somente 4 os botões de ataque), não se engane, Tekken 7 possui um alto nível de complexidade, e dominar a jogabilidade com diferentes personagens é um trabalho árduo para a maioria dos jogadores, sejam eles mais casuais ou focados no competitivo. De forma geral, um jogador iniciante certamente não terá tantos problemas no modo arcade do jogo, porém, o modo online pode reservar momentos de irritação, caso as habilidades ainda não estejam bem aprimoradas. Deve-se também levar em consideração que a franquia sempre adotou a mecânica de combos em personagens caídos no chão, o que também pode ser muito estressante para quem busca uma jogatina online mais casual.

3º lugar – Samurai Shodown

Em 2020, a famosa franquia de luta de samurais da SNK ganhou uma nova vida na atual geração. Esqueça os combos infinitos e a agilidade exagerada da maioria dos fighting games. Samurai Shodown é um jogo no qual o que realmente importa é o estudo dos movimentos do seu adversário e como o seu personagem vai reagir em relação a isso. Até aqui, isso parece ser a descrição de qualquer jogo de luta, mas não se engane, pois nesse jogo qualquer movimento errado pode custar quase todo o seu HP em um único golpe. Isso mesmo. Imagine uma luta em que o player 1 esteja quase vencendo de perfect, já tendo tirado 95% da barra de vida do player 2, e em um momento de descuido acaba levando um super especial do adversário (cada personagem possui dois especiais diferentes). Agora certamente teremos dois jogadores com 95% de dano tomados. Eis a cruel realidade da punição em Samurai Shodown, belo pelas qualidades gráficas (que lembram um pouco o Street Fighter IV), e ainda mais belo pelo fator punitivo que pode te levar de um potencial vencedor a um perdedor com guarda desleixada. Essa mecânica, embora clássica, pode levar os jogadores mais novos a pensar em outro jogo em que o estudo atento dos movimentos é o essencial: For Honor. Aliás, em 2020 Samurai Shodown ganhou uma DLC com Warden, personagem do jogo da Ubisoft, que se encaixa

perfeitamente no contexto de movimentos da franquia da SNK. Embora as mecânicas sejam excelentes, o jogo peca pelo modo história raso e pelo modo online morno, já que mesmo após um ano de lançamento ainda temos dificuldade em encontrar com rapidez alguém no online para a batalha, ao menos no Brasil. Mas isso é compreensível, pois Samurai Shodown permaneceu em um limbo durante muito tempo, o que faz com que seus fãs sejam hoje essencialmente os mesmos do passado. O preço desse jogo também não é favorável para uma maior difusão do jogo por aqui, e além disso, ainda falta conteúdo para ser agregado a ele, o que pode ainda lhe dar uma sobrevida nessa reta final de geração. O fato de ter entrado para a EVO 2019 logo em seu ano de lançamento também coloca Samurai Shodown entre os mais importantes no mundo dos eSports atualmente, lugar do qual ele nunca deveria ter saído.

2º lugar – Dead or Alive 6

Lançado pela Team Ninja no início de 2019, Dead or Alive 6 é a escolha mais polêmica nessa lista, ficando na segunda posição do meu top 5. Para a maioria, esse é apenas mais um jogo voltado para nichos, principalmente por conter conteúdo voltado para adultos, como as skins curtíssimas para os personagens. Mas isso é o que menos importa nesta análise, já que roupas sempre vão ser opcionais nesse tipo de jogo. DOA 6 está nessa lista por alguns fatores que fazem com que ele se sobressaia em

relação a outros jogos. O primeiro deles é também o principal: a jogabilidade. Em Dead or Alive 6, as mecânicas são complexas a ponto de obrigarem o jogador a passar horas na sala de treinamento a fim de dominar os variados combos, principalmente os jogadores que gostam de se aventurar com a gameplay de mais de um personagem. O sistema de holding, isto é, um agarrão preciso dado por quem sofre um ataque, é de longe o elemento mais difícil a ser dominado, já que além de necessitar de um timing perfeito, o jogador que o usa ainda precisa prever (ou preferencialmente ter o reflexo para ver e reagir a tempo) o tipo de golpe a ser punido com o agarrão (baixo, médio ou alto, a depender do tipo de golpe sofrido). Ao mesmo tempo, as mecânicas de base são simples o bastante para atrair jogadores inexperientes, que não pensam no competitivo e que querem apenas passar bons momentos de diversão. Por ser um jogo mais lento, já que é baseado em diferentes estilos de artes marciais com golpes realmente realizados nesses estilos, é relativamente simples dominar os combos mais fáceis.

Outro fator que realmente impressiona é a qualidade gráfica do jogo. Produzido a partir de um motor gráfico criado do zero pela Koei Tecmo, Dead or Alive 6 é um dos jogos de luta mais bonitos da geração. Em relação a jogos de luta 3D, é certamente o jogo com melhores gráficos, à frente até mesmo de Tekken 7, que por sua vez também impressiona pelo seu visual produzido com a ajuda da Unreal Engine 4.

Porém, assim como todos os jogos até aqui, DOA 6 também tem seus pontos fracos. O primeiro deles é justamente o valor, sendo até hoje um dos jogos mais caros da geração, e repleto de microtransações, principalmente de skins. O modo online também desaponta. Mesmo com uma boa internet, dificilmente encontramos adversários com um bom sinal, já que a maioria de players encontrados é de outro país. O preço é certamente um grande fator que afasta potenciais jogadores no Brasil. Atualmente, a forma mais rápida de encontrar outros jogadores é utilizar a sala de treinamento e habilitar a opção que permite a busca por adversários, ranqueados ou casuais. Para finalizar, o modo história também está muito longe de ser dos melhores, mas não apaga a qualidade geral das mecânicas do jogo. Infelizmente o marketing feito sobre DOA 6 antes de seu lançamento e a crueldade do preço junto à falta de grandes atualizações até o momento deixa o jogo no grupo de games com potencial mal explorado.

1º lugar – Mortal Kombat 11

A reação do público ao trailer apresentado por Ed Boon no The Game Awards 2018 falou por si só. Ainda hoje é possível sentir aquele arrepio criado na luta entre Scorpion e Raiden na cinemática. Mortal Kombat 11 é indubitavelmente o melhor jogo da franquia lançado até o momento, e em minha opinião o melhor jogo de luta da geração. É difícil achar defeitos escancarados no game, seja no modo online, sempre cheio de vida (embora lutas contra oponentes sem internet cabeada sejam problemáticas, o que não é culpa do jogo), nas torres clássicas do modo arcade ou mesmo no modo história, que não é raso como na maioria das grandes franquias de fighting games. Por falar em modo história, em 2020 o jogo recebeu uma expansão com a continuação da história de Liu Kang e companhia, algo inovador e infeliz, já que o que todo fã espera ao comprar um jogo é que lhe seja entregue a obra completa, e não uma parte do todo, principalmente ao observarmos que o preço da expansão é praticamente o mesmo da versão base do jogo. Além disso, outras atualizações acontecem com certa frequência, como os packs de kombate com novos personagens jogáveis e skins, elementos que também merecem nossa crítica. Mas infelizmente isso já virou tradição, e todos os jogos de luta da atualidade apresentam esse tipo de prática.

De forma geral, as novas mecânicas trazidas no jogo foram bem absorvidas pela comunidade de jogadores, embora o fatal blow tenha certa resistência por parte deles até a atualidade. As barras de

defesa e de ataque, que enchem com o tempo, dão ao jogador possibilidades interessantes para fugir de golpes de adversários, em uma espécie de contra-taque rápido ao levantar do chão, ou mesmo na realização de combos um pouco mais prolongados. Além disso, o jogo conta ainda com 3 variações jogáveis para cada personagem, cada uma se caracterizando por golpes diferenciados que possibilitam, dessa forma, combos distintos.

A qualidade gráfica é outro fator que dá ao game uma pontuação muito acima da média. É impressionante observar a evolução gráfica em relação ao Mortal Kombat X, seu antecessor. Isto se dá pelo belíssimo trabalho feito pela NetherRealm com a Unreal Engine 3 customizada especificamente para a produção desse jogo. Embora se tratem de modelos de jogos diferentes (2D no caso de Mortal Kombat 11), é impossível não criar qualquer tipo de comparação gráfica entre MK11 e jogos como Tekken 7 e Dead or Alive 6 (ambos 3D).

Por falar em visual, não podemos esquecer da customização de skins dentro do jogo. Ainda que tenhamos de comprar algumas com dinheiro real, podemos adquirir a maior parte lutando nas torres e principalmente usando a Kripta, um modo de jogo em que é possível explorar a Ilha de Shang Tsung para abrir baús ou mesmo kraftar itens únicos de cunho estético na maior parte dos casos.

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Por fim, não poderíamos esquecer das famosas finalizações após cada batalha, marcas da franquia Mortal Kombat que não poderiam não existir em MK11: o fatality, o brutality e o recém- adicionado friendship para a zoação com a galera. De forma geral, Mortal Kombat 11 é o jogo que todo fã da franquia merece, com poucos pontos negativos, mas repleto de qualidades a serem superadas pelo próximo jogo da saga. Por essas razões, o jogo da NetherRealm encabeça esse top 5 do que para mim são os melhores jogos de luta da 8ª geração de consoles.

E você, o que achou dessa lista? Caso não concorde com ela, comenta aí, e diga qual a sua lista de melhores jogos de luta da 8ª geração.

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Sobre o autor:

Wesley Alves

Wesley Alves

Wesley Alves é professor de francês e português, com graduação em Letras Português-Francês pela UFRJ, e mestrando também pela UFRJ. Atua há 5 anos como professor de francês, lecionando para pessoas de todas as idades.

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