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Retorno presencial à sala de aula, e agora?

Retorno presencial à sala de aula, e agora?

Depois de dois anos de pandemia, parece que o saldo são grandes transformações em diversos setores da sociedade. A educação é um deles. A partir do momento em que estar fora de casa em contato com outras pessoas tornou-se questão de vida ou morte, os parâmetros e fronteiras da sala de aula precisaram ser repensados. 

A educação à distância, ou, como é comumente chamada, EAD, existe há um tempo considerável, com um modelo sendo desenvolvido ao longo dos anos. Desde seu surgimento, tal sistema suscita discussões acerca de vantagens e prejuízos no que tange à escola ou academia. O que se perde nesse cessar do contato pessoal entre alunos e professores? Ou até mesmo, no contato entre alunos? O quão importante é a socialização entre crianças, adolescentes, jovens e adultos?

No entanto, a EAD também abre possibilidades. Pessoas que moram longe de ambientes físicos da faculdade agora podem estudar e comparecer às aulas. 

Esses debates ganharam novos aspectos e ramificações com a chegada do vírus. Afinal, o que antes poderia ser uma escolha virou uma necessidade. Não obstante todas as ansiedades, medos e incertezas desencadeados com a pandemia, precisam também ser levadas em consideração a necessidade de estruturas físicas e emocionais para que os alunos consigam absorver o conhecimento passado. Internet, mesa com uma cadeira confortável, comida, silêncio são alguns dos elementos necessários para que a educação seja integral e efetiva. 

Há sempre os prós e contras. Hoje, dois anos após o primeiro lockdown do Brasil, escolas e faculdades retornam às aulas presenciais. No entanto, tudo mudou. Não é possível retornar ao modelo antigo como se nada tivesse acontecido. Fomos transformados pela pandemia. O Brasil de 2020 é bem diferente do de agora. Foram mais de 600 mil mortes e o vírus ainda está aqui. Existem novas variantes que devem ser consideradas dentro de sala de aula. 

Os alunos retornarão mudados, principalmente no quesito psicológico. Ansiedade, insegurança, depressão, isolamento são alguns dos sintomas que podem ser vistos. E não somente por parte de estudantes, mas também de professores. A pandemia é um trauma para a sociedade contemporânea e seus desdobramentos reverberarão por muito tempo. 

É um desafio, principalmente para a docência, receber esses alunos depois de dois anos de transformações drásticas e tragédias sociais e históricas. Como se preparar para essa volta? Como estabelecer novamente uma disciplina que pode ter sido perdida durante esse período em casa, mas sem oprimir? 

Talvez a melhor resposta para qualquer questionamento seja o diálogo. Dialogar com o aluno, pais e com a direção da escola. Na faculdade, os desafios podem apresentar roupagens diferentes, mas a solução pode ser a mesma. Manter o canal de comunicação aberto, especialmente entre professor e aluno, é fundamental para que, tanto um quanto o outro, sintam-se confortáveis para expressar suas dores, preocupações e angústias. 

Simultaneamente ao diálogo, é preciso empatia. A sala de aula é múltipla e suas realidades, heterogêneas. A vivência de uns será diferente de outros e é necessário saber ouvir e, muitas vezes, relevar. Nem sempre um estudante que mora longe da universidade conseguirá assistir ou chegar na hora para todas as disciplinas. 

De fato, os desafios serão muitos nesse retorno à sala de aula presencial. As discussões antigas devem ser atualizadas levando em consideração a grande tragédia histórica que presenciamos. Serão necessárias reflexão, paciência e flexibilidade desses mestres para lidar com um turbilhão de sentimentos e novos hábitos adquiridos por seus alunos.

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Tags do artigo: educação, educação a distância, educação pós-pandemia, instituto kailua, pandemia,

Sobre o autor:

Isabelle Conde

Isabelle Conde

Jornalista de formação e escritora de alma, tenho especialização em Jornalismo Cultural e sou apaixonada por qualquer assunto que grite cultura. Aqui no Kailua estarei falando sempre de assuntos contemporâneos relevantes, cinema, literatura e ciência.

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