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Revolta da Vacina: O povo vai às ruas e diz não à vacinação obrigatória.
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Revolta da Vacina: O povo vai às ruas e diz não à vacinação obrigatória.

Revolta da Vacina: O povo vai às ruas e diz não à vacinação obrigatória.

André Vieira

Como tratamos no texto anterior, durante o processo de reforma do prefeito Pereira passos muitos problemas foram encontrados e é claro que no pacote de transformações esses problemas devem ser solucionados, um deles foi o surto de varíola que a cidade do Rio de Janeiro passava.
Pereira Passos não teve dúvidas e em comum acordo com o médico sanitarista Oswaldo Cruz implantou o mutirão de vacinação obrigatória. Os ratos começam a tomar conta da cidade o surto de mosquitos que propagavam doenças que assolavam inúmeras vidas como a peste bubônica e a febre amarela.
Era extremamente necessário exterminar os ratos e os mosquitos, acabar com o montante de lixo que estava espalhado pela cidade, o governo então puxa da cartola a ideia de pagar para aqueles que entregassem os ratos para os órgãos competentes, irônico? Talvez, porém, os menos favorecidos se empenharam em iniciar um criadouro de ratos para obter um acumulo de renda maior, em certo momento tal tiro saiu pela culatra. O governo suspende o pagamento.
Como foi explicito no texto anterior os governantes Rodrigues Alves, Pereira Passos e o médico sanitarista começaram então o combate a essas doenças. Entretanto, a classe menos favorecida, os pobres foram despejados. É verídico que essa classe não estava nada contente com tais atitudes, porém, a gota d’água foi a vacinação obrigatória.
O ano é 1904 e se prezava a moral e os bons costumes de tal forma que um simples aparecer de braço era sinônimo de imoralidade e falta de respeito. A lei da vacinação obrigatória era de fato aplicada de forma truculenta e abusiva. Os agentes de saúde eram treinados e a ordem direta era de vacinar a qualquer custo. Através de toda essa circunstância a população se rebela, e assim nasce o que chamamos de a Revolta da Vacina. O povo vai as ruas, se organizam, decretam líderes de cada motim, os mais enérgicos e fortes ficavam responsáveis pela linha de frente. A população está decidida. Avante contra os funcionários da vacina e contra os policias que os davam apoio.
A resistência da população durou seis dias, as praças públicas se transformaram em um campo de guerra, o povo não recuou, foi em frente, os agentes da saúde pública continuavam amparados pela polícia que mesmo portando armas de fogo tiveram um trabalho tremendo para conter a ira e a personalidade forte dos moradores do centro da cidade do Rio de Janeiro.
A Revolta da Vacina mostra que de fato a união do povo e a resistência são fundamentais para obtenção de determinados objetivos. Parte da oposição política que queria tirar Rodrigues Alves da presidência apoio o povo, felizmente ou não, Rodrigues Alves não caiu. A vacina que era obrigatória passa a ser facultativa.
 
 

“Um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la”

(Edmund Burke)

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