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Terapeuta ocupacional inova e vira influencer para pessoas com mais de 60.
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Terapeuta ocupacional inova e vira influencer para pessoas com mais de 60.

Com seus aproximados 30 anos de vida, a internet mudou e continua mudando o mundo que conhecemos. A forma como consumimos informações, estudamos, trabalhamos, nos divertimos, conhecemos novas pessoas, pedimos comida… tudo mudou. Para aprendermos algo novo, basta buscar algum curso sobre o tema online. Caso sua necessidade seja mais específica, o ”bom e novo” YouTube nunca falha. Precisa trocar um pneu? Tente digitar ”como trocar um pneu?” no YouTube. Em menos de um segundo (as vezes, literalmente) é possível encontrar um vídeo amador de alguém explicando como faz. Você pode trocar o ”trocar um pneu” por qualquer coisa. ”Como fazer um bolo de baunilha, como falar inglês mais rápido, como imigrar para a Europa legalmente…” As suas possibilidade são, basicamente, infinitas.

Porém, nem sempre é tão fácil se adaptar a esse mundo que começou a mudar muito rápido.

A humanidade precisou de quase 50 mil anos para desenvolver a primeira forma de comunicação: a escrita. Porém, não foram necessários outros 50 mil para uma nova transformação radical. Apenas 4,500 anos depois desenvolvemos a segunda transformação que mudou o mundo: a impressão. Uma nova revolução precisou de apenas 500 anos com a invenção do computador. Em menos de 30 anos depois, a internet transformou mais uma vez a forma com que os humanos se relacionam entre si e com o mundo.

Instagram - Instituto Kailua
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Qualquer homem que tenha vivido em uma dessas sociedades, não conseguiria entender como era a vida na outra. Cada salto desse, transforma a forma como vivemos e sobrevivemos. A questão é que esses saltos, cada vez mais, precisam de menos tempo para acontecer. Afinal, o aumento do conhecimento é exponencial. Quanto mais evoluída a civilização, mais rapidamente ela evolui.

Muitas vezes, isso acaba dificultando alguns de ter acesso a tecnologia da forma apropriada. Pensando nisso, a Terapeuta Ocupacional, Isadora Cabral de Pirassununga, São Paulo desenvolveu um projeto super interessante. O InterNeta.

Batemos um papo com a Isa que você confere agora.

Quem é a Isadora? E qual a relação dela com o empreendedorismo social?

Sou Isadora Machado, tenho 25 anos, natural de Pirassununga-SP, morando no Rio atualmente. Sou sonhadora, gosto de desafios, entusiasta de tecnologias digitais e atividades manuais. Amo dançar, cantar, bordar e modelar! Sou graduada em Terapia Ocupacional pela PUC-Campinas e especialista em Acessibilidade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também tenho formação em empreendedorismo. Iniciei meu caminho no  empreendedorismo social, primeiramente pela formação no curso do Instituto Kailua em 2019, onde conheci e aprendi os conceitos e partes teóricas efetivamente. Coincidentemente, logo após o término do curso, eu também havia terminado a pós em Acessibilidade e estava inspirada e determinada a criar um negócio social, junto com minha parceira Barbara Azevedo, que conheci na pós. Juntei o útil ao agradável e criamos o Faz Acessível. Desde então, passamos pelos processos de ideação, consultoria, mentorias, lançamento da plataforma e seguimos evoluindo. Aprendendo e se desenvolvendo a cada dia. Agora, estou empreendendo num negócio de inclusão digital para o público maduro, denominado InterNeta. Estou muito feliz e motivada! Sempre quis trabalhar com algo que envolvesse tecnologia e cotidiano. Para além dos empreendimentos sociais também sou empreendedora de uma marca de quadros e acessórios bordados personalizados – BordadodasPrimas.

O que é o InterNeta e como ele nasceu?

O InterNeta é um projeto de Inclusão digital focado em pessoas acima de 60 anos e adultos em geral. Já havia um tempo que eu queria trabalhar com o uso da tecnologia para este público, pensando nas aulas pessoalmente. Com a pandemia, evidenciou a dificuldade e também a necessidade das pessoas usarem os aplicativos para fazer pagamentos, reuniões, conversar com seus familiares e para os momentos de lazer, evitando ao máximo sair de casa. Vi isso de perto, passando a quarentena com meus pais. Então, agora estou criando conteúdo online e práticos oferecendo aulas de forma remota.

Você também participa de um projeto ligado a área da acessibilidade. Poderia falar um pouco sobre o ”Faz Acessível”?

Claro! O Faz Acessível é uma plataforma digital que conecta quem faz inclusão com quem procura, isto é, conecta profissionais de diversas áreas que desenvolvem produtos ou serviços inclusivos. Entendemos como uma plataforma de utilidade social, desenhada criativamente tanto para atender pessoas historicamente excluídas dos padrões sociais, como por exemplo: pessoas com deficiência, pessoas negras, pessoas acima do peso, entre outras, quanto para pessoas que querem incorporar acessibilidade e inclusão no seu projeto, no trabalho, na vida!

Quais os maiores desafios para quem quer empreender hoje?

Olha, acho que hoje, no contexto de pandemia que estamos vivendo, penso como um primeiro desafio é conseguir se concentrar para pensar num negócio, já que muitas pessoas estão tendo que pensar como vão comer amanhã, como irão pagar as contas. E infelizmente, quando estamos sem dinheiro, a gente faz tudo pensando em como conseguir a grana pra ontem e as vezes isso atrapalha, ou não também (rs).  Acho que outro ponto importante é a falta da liberação de crédito do governo para os empreendedores. E aí a gente soma aos outros desafios, o empreendedor acaba tendo que saber e entender um pouco de tudo, comunicação, administração, marketing, design, mundo business e inglês também. Agora ninguém mais fala prazo, plano de negócio, valor, é deadline, business planning, valuation, eu hein… Mas a gente aprende a dar os pulos e correr atrás, essa é a vida do empreendedor!

Já pensou em desistir? O que te fez mudar de ideia?

Em desistir nunca pensei, mas já tive aquele momento que você analisa, analisa e analisa novamente para ver se está no caminho certo e se vale a pena o desgaste. Sim, empreender é desgastante, mas claro, muito gratificante também. As descidas da montanha russa que passamos enquanto empreendedor, considero necessárias para alinharmos e fazermos ajustes no negócio. Muitas vezes é nesse momento que conseguimos entender alguma inquietação que já vinha de antes, mas não tínhamos resolvido e acabamos encontrando uma saída.

Onde estará a Isadora Cabral em cinco anos?

Daqui a 5 anos, quero ter avançado nos negócios, nos estudos e ter meu cantinho aqui no Rio.

Qual conselho você deixa para quem está prestes a abrir o seu próprio negócio?

Eu diria para a pessoa responder três perguntas iniciais sobre seu negócio: O quê, para quê e para quem? Respondeu? Defina e entenda o propósito do seu negócio. Ah, e comece! Não se preocupe em alinhar tudo, deixar perfeitamente pronto, isso você vai fazendo aos poucos.  Até porque, nesse mundo dos negócios, o que mais ocorre é mudança, surgimento de novas tendências, então pode ser que você dedique muito tempo neste início e depois, com certeza, vai ter que fazer algum ajuste. Flexibilização e estratégia são muito importantes!

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Sobre o autor:

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O Instituto Kailua é um negócio social que visa levar a educação a lugares onde ela ainda não chega ou é escassa.

Desenvolvemos um sistema ''um para um'', onde cada aluno pagante financia o ensino de quem ainda não pode pagar.

O IK oferece aulas de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, árabe, iorubá, reforço escolar e muito mais.

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