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”Trabalhar com vertentes impactantes e benéficas à humanidade não têm preço” – Papo Kailua com Joana Gamillscheg.

”Trabalhar com vertentes impactantes e benéficas à humanidade não têm preço” – Papo Kailua com Joana Gamillscheg.

Aprender algo novo, exercer a cidadania e fazer o bem são apenas alguns motivos que levam crianças, jovens e adultos a decidir fazer um trabalho voluntário. Essas atividades podem não gerar um retorno financeiro imediato, mas os verdadeiros ganhos vão além de um salário na conta no fim do mês.

A fundadora da agência Karibu, Joana Gamillscheg, percebeu desde cedo o que o voluntariado poderia agregar em sua vida. Após trabalhar oito anos para grandes corporações nos departamentos de Marketing e Design, Joana decidiu largar toda a ”tão sonhada” estabilidade financeira e projeção de carreira para poder viajar o mundo como voluntária durante oito meses.

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Durante todo o processo, Joana observou a constância das pessoas em querer saber mais sobre o universo social, planejamento qualificado e o desenrolar das suas aventuras pelo mundo. Joana desenvolveu trabalhos sociais em países da África, Ásia e América do sul.

Em seu retorno ao Brasil, fundou a Karibu junto com uma sócia que conheceu no interior do Quênia. O motivo? Uma resposta à carência do mercado de atuações mais consistentes e de auxiliar as pessoas a realizarem por meio da doação ao mundo.

O Instituto Kailua bateu um papo com a Joana que você confere abaixo:

COMO SURGIU ESSA VOCAÇÃO POR PROJETOS SOCIAIS INTERNACIONAIS?

Por meio do interesse em imergir na cultura dos países e ter aprendizados de vida diferenciados a partir dos valores de cada lugar. O primeiro país que atuei foi a Tailândia, em 2016, onde trabalhei num santuário de elefantes na província de Chiang Mai. Ao retornar de viagem, percebi o quanto havia sido transformadora essa experiência, mudando minha relação comigo mesma e com o mundo, observando a necessidade de imergir mais profundamente e seguir aprendendo.

QUAL FOI O PRIMEIRO PROJETO SOCIAL QUE VOCÊ PARTICIPOU?

Joana em trabalho social na Tailândia

O Elephant Nature Park, na Tailândia. Um santuário realmente engajado na proteção dos animais e que desenvolve esse trabalho de forma ética e alinhada a outras causas do nicho. A exploração inconsciente no país, fomentada pelo turismo, é responsável pela redução quantitativa drástica dos elefantes que há séculos vêm sendo escravizados cruelmente. Projetos como o ENP são a esperança na mudança de mentalidades e novas formas de turismo respeitoso ao meio ambiente e sociedade que o circunda.

COMO NASCEU A KARIBU? FALA UM POUQUINHO SOBRE A SUA EMPRESA PARA A GENTE. 

A Karibu surgiu a partir da demanda de voluntários interessados em imergir no universo social de modo seguro e com suporte especializado. A criação da empresa foi algo natural observando as falhas do nicho e como poderíamos capacitar melhor os voluntários, promover ações consistentes aos projetos, gerar legados verdadeiros, proporcionar rendas locais, promover o Turismo de Base Comunitária e, principalmente, fomentar a seriedade das atuações sociais de modo responsável pelo mundo. 

QUE TIPO DE SERVIÇOS VOCÊS OFERECEM? 

A Karibu possui dois pilares de atuação: as viagens em grupo para projetos sociais ao redor do mundo e a elaboração de roteiros sociais para viajantes individuais. Nosso diferencial no mercado é a capacitação que oferecemos em ambos os serviços, sendo antes, durante e depois da viagem. É fundamental que o voluntário esteja preparado para atuações consistentes e que realmente causem impacto. Do mesmo modo, também nos importamos com os efeitos psicológicos de uma vivência como essa no voluntário, por isso não abrimos mão da assistência após a viagem. Trabalhamos com projetos sérios, transparentes e seguros, isso significa que o voluntário não precisa preocupar-se, viajando na certeza de estar realizando algo importante e que não ofereça riscos desnecessários. 

O QUE MAIS TE MOTIVA EM CONTINUAR FAZENDO O QUE VOCÊ FAZ?

Sem dúvida é a percepção de que atuações sérias e integradas à comunidade são capazes de transformar realidades e, por consequência, o planeta. Trabalhar com vertentes impactantes e benéficas à humanidade não têm preço, faz cada dia valer a pena. Minha existência foi resignificada depois que comecei a empreender socialmente. 

QUAL A MAIOR DIFICULDADE QUE VOCÊ ENCONTRA NO SEU DIA A DIA PARA CONTINUAR FAZENDO O QUE VOCÊ FAZ? E COMO VOCÊ LIDA COM ESSES DESAFIOS?

Joana Gamillsheg em trabalho social

A parte mais difícil é lidar com certos aspectos culturais que resultam em falta de liberdade e direitos plenos. É um bocado frustrante ter todas as ferramentas para impulsionar um nicho e ver o interesse dos assistidos, porém não poder dar sequência em decorrência às questões políticas, históricas e sociais. Muitas vezes não importa o grau de dedicação a algo visando-o auxiliá-lo, pois certas coisas não são passíveis de transformações rápidas, demandando décadas para caminhar de modo razoável.

O QUE AINDA PODEMOS ESPERAR DA JOANA EM 2020?

2020 tem sido uma oportunidade única de crescimento pessoal. A pandemia mudou a vida e os planos do mundo inteiro, mostrando a necessidade de nos reinventarmos e olharmos para dentro em busca de curas e melhorias. Lançarei em breve o meu primeiro livro sobre atuações voluntárias e imersão cultural, sendo esse um projeto de relevância inestimável para mim e que espero que toque o coração de muitas pessoas na realização do propósito pessoal. 

QUE CONSELHOS VOCÊ DARIA PARA A JOANA DE 5 ANOS ATRÁS? 

Eu diria para que não perca tempo tentando encaixar-se em universos que não são o seu. Você não precisa provar nada a ninguém ou cumprir aquela lista de afazeres do que se espera de uma mulher. Respeite a sua essência, seus sonhos e o que tem de melhor. Solte as rédeas desse controle que teima ter sobre a vida. Aproveite cada segundo, preocupe-se menos, viva mais. 

QUE MENSAGEM VOCÊ GOSTARIA DE DEIXAR?

Empreenda. Seja dono do próprio negócio. Lute pelo que acredita. Não deixe os projetos que sempre sonhou de lado, pois a vida passa rápido demais para perdermos tempo nos importando com o que os outros sonham para nós. Esteja preparado, porém, para encarar a correnteza das críticas, inseguranças, instabilidade e todo o lado difícil de quem resolve sair da zona de conforto. Encare-os como um teste de perseverança. Após a maré das dificuldades, você encontrará um oceano de novas possibilidades e realizações. 

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Tags do artigo: doação, empreendedorismo social, Joana, joana gamillscheg, karibu, projeto social, responsabilidade social, tailândia, trabalho voluntário, voluntariado,

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O Instituto Kailua é um negócio social que visa levar a educação a lugares onde ela ainda não chega ou é escassa.

Desenvolvemos um sistema ''um para um'', onde cada aluno pagante financia o ensino de quem ainda não pode pagar.

O IK oferece aulas de inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, árabe, iorubá, reforço escolar e muito mais.

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