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Orfanato Bilíngue 2019 e Instituto Kailua: relação de parceria pela educação

O ano de 2019 ainda não acabou, mas é sempre bom que a gente fale sobre projetos e parcerias que deram super certo. E, como educação e ajuda ao próximo são sempre bem-vindas, nós fomos conversar um pouco com algumas pessoas que fazem o Orfanato Bilíngue existir e resistir. Falamos com a professora Nathália Motta e com as Educadoras Sociais da Instituição, Adriana e Cíntia Guilherme que estão em contato direto com as meninas da casa. 

O projeto do Orfanato Bilíngue surgiu em 2017 através de uma iniciativa do Raphael, fundador do Instituto Kailua e professor de inglês, que objetiva oferecer mais um caminho a essas crianças e adolescentes para novas oportunidades por meio do aprendizado de um novo idioma. O Orfanato Santa Rita de Cássia, na Praça Seca, no Rio de Janeiro foi o escolhido para iniciar essa parceria com o IK e passou no final de 2018 por um crowdfunding (financiamento coletivo) para conseguir aumentar o número de turmas/horas-aula de inglês oferecidas às garotas. A instituição atualmente protege e acolhe diversas meninas vindas de famílias com poucas condições financeiras. 

Com a professora Nathália Motta, que atualmente cuida de todas as turmas de inglês para as meninas, resolvemos perguntar sobre como estão funcionando as aulas, principalmente considerando que ela trabalha com diferentes faixas etárias: entre 4-7 anos e 8-12 anos, além das meninas da casa, com todas as idades.

Mayra Bragança: Como estão funcionando atualmente as aulas de inglês no orfanato? Elas preferem algo mais prático ou teórico? 

Nathália Motta: As mais novas gostam mais de algo prático (e também precisam, porque muitas não escrevem ainda), então eu apresento vocabulário ou mini diálogos e a gente repete (“interpreta”), faz uma brincadeira ou elas fazem um desenho com aquele tema e eu vou insistindo com target language (idioma alvo, no caso o inglês) durante a atividade para elas fixarem alguma coisa. Mas, a longo prazo, por elas serem muito novinhas, acabam pescando muito pouco, então eu sempre volto em alguns temas.

Já as mais velhas preferem a coisa mais tradicional, precisa ter quadro, elas gostam de copiar e normalmente se distraem muito quando eu passo alguma interação (pair work – trabalho em dupla – ou algo assim). Por isso, infelizmente, eu acabo sendo o foco da metade da aula quando dou matéria nova, porque sei que elas prestam atenção. Mas, quando não estou ensinando conteúdo novo, eu “puxo” delas o máximo possível, faço ‘role-play’ com as que ficam mais à vontade, peço para desenharem, coisas assim.

MB: Como você encara o final do ano de 2019 em consideração com o começo das suas aulas? Quais foram os principais ganhos das alunas? 

NM: Eu senti um bom progresso ao longo do ano, especialmente, porque fui conhecendo melhor as alunas e conseguindo fazer atividades mais produtivas. Nivelar é muito difícil por causa da diferença de idade e maturidade dentro das turmas, mas há aquelas que se destacam, chamam atenção quando eu ensino alguma coisa que elas já viram na escola e, vice versa, é um pouco ‘’avulso’’, eu não conseguiria fazer um diagnóstico muito preciso assim de cabeça, mas sinto muita diferença nas turmas como um todo. 

E acho que além do aprendizado, o principal ganho com as alunas foi o fato delas gostarem das aulas, sentirem falta quando alguma visita chega na hora da nossa classe e nós precisamos cortar alguns minutinhos. Ou, então, antes de acabarmos a atividade (isso costuma acontecer mais em épocas festivas, quando alguém de fora leva lanche para as meninas e a gente precisa mudar o horário do intervalo delas e, alguma turma sempre perde uns 10, 15 minutos de aula, inevitavelmente, ainda que por uma boa causa).

Além da professora, entrevistamos também Adriana e Cíntia Guilherme, que como educadoras sociais do Orfanato, possuem um contato ainda maior com as meninas e nos deram um panorama mais voltado ao que as crianças acham sobre as aulas de inglês. 

MB: Como as alunas receberam na prática o aumento das turmas de inglês?

Educadoras: As crianças pequenas de 4 a 7 anos adoraram a novidade de terem aulas de Inglês neste ano, bem como as turmas maiores. As meninas gostam das aulas e da professora e está sendo um momento de aprendizagens significativas para todos. 

MB: Já possui alguma perspectiva para 2020? O que acha que ainda pode ser aperfeiçoado no projeto?

Educadoras: As aulas poderiam ter carga horária maior ou serem dadas 2 vezes na semana, proporcionando maior assimilação do vocabulário estudado. Poderia, também, haver uma maior interação com crianças ou adultos pela web ou por cartas de estrangeiros, favorecendo uma maior interação e inserção das pequenas no idioma.

Perguntamos, também, para as educadoras o que as crianças estavam achando das aulas e, elas gravaram um vídeo pra gente contando um pouco sobre as suas experiências! Então, com a palavra Patrícia (10) e Rafaela (10):

Elas são adoráveis, né? Lembrando que você pode ser voluntário em um dos diversos projetos sociais aqui do Instituto Kailua e contribuir para que eles se mantenham ativos

 

Mayra Bragança

 

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